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Conheça Bragança Paulista
Bragança Paulista, oficialmente Estância Climática de Bragança Paulista, é um município brasileiro do estado de São Paulo. Sua população estimada pelo IBGE em 2025 era de 185 688 habitantes.
O que fazer
O Museu Municipal Oswaldo Russomano, criado através do Projeto de Lei n°. 200/51, de 15 de setembro de 1951, de autoria do ex-vereador Saturnino Pacitti, localizado no centro da cidade em um prédio construído em 1896 em estilo colonial e edificado com material de acabamento importado da Europa, atualmente tombado pela prefeitura. A cidade também é sede do Museu do Telefone, inaugurado em 28 de outubro de 1976, no ano do centenário do telefone, sendo o primeiro do tipo no Brasil. Estava sob responsabilidade da empresa Telefônica, mas foi comprado em agosto de 2019 pelo município de Bragança Paulista. O local exibe réplicas dos primeiros aparelhos apresentados por Graham Bell. Há transmissores, receptores, monofones, magnetos, discos, fax, telex feitos de madeira, ferro, baquelite, plástico e abs.
O folclore de Bragança Paulista é possuidor de muitas lendas.
A Estrada de Ferro Bragantina desempenhou um papel crucial no desenvolvimento econômico e social de Bragança Paulista e das regiões adjacentes. Os trens facilitavam o transporte de café, produtos agrícolas e mercadorias, além de conectar a população local a outras regiões do estado. A vida dos trabalhadores ferroviários, no entanto, era marcada por longas jornadas, desafios físicos e, segundo a lenda, pelo medo da misteriosa Lambinuca.
De acordo com a lenda, Lambinuca era uma criatura sobrenatural que assombrava os trilhos da Estrada de Ferro Bragantina durante a noite. Descrita como uma figura sombria com uma presença quase invisível, Lambinuca atacava os trabalhadores ferroviários de uma maneira peculiar: sugando a energia deles por meio de uma lambida na nuca. Esse ato de vampirismo energético deixou a criatura conhecida popularmente como Lambinuca.?
Os relatos sobre Lambinuca variam, mas muitos descrevem a sensação de cansaço extremo e exaustão inexplicável que acometia os trabalhadores, especialmente aqueles que realizavam tarefas noturnas. Diziam que, após ser atacado por Lambinuca, o indivíduo sentia-se fraco e sem forças para continuar suas atividades. Algumas histórias afirmam que a criatura emitia um som sibilante antes de atacar, alertando suas vítimas de sua presença iminente.
A lenda de Lambinuca tornou-se uma parte integral do folclore local de Bragança Paulista, refletindo o medo e as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores da ferrovia. Era comum que esses relatos fossem compartilhados em rodas de conversa, principalmente entre os funcionários mais experientes e os novos recrutas, servindo tanto como uma advertência quanto como uma forma de entretenimento.
Com a desativação da Estrada de Ferro Bragantina em 1967, as histórias sobre Lambinuca começaram a se dissipar, embora nunca tenham desaparecido completamente. Hoje, a lenda é lembrada como uma parte curiosa da história local, refletindo a rica tradição oral da região e a capacidade das comunidades de criar narrativas que explicam e dão sentido às experiências coletivas.
A Lenda de Lambinuca é um exemplo fascinante do folclore brasileiro, especialmente dentro do contexto histórico de Bragança Paulista e sua ferrovia. Este conto continua a ser uma peça importante do patrimônio cultural local, lembrando as gerações futuras das dificuldades e mistérios enfrentados pelos trabalhadores da Estrada de Ferro Bragantina. A história de Lambinuca serve como um testemunho da imaginação e resiliência das comunidades que a mantêm viva.
O Carnaval da cidade é composto por diversas escolas de samba, entre as quais: Acadêmicos da Vila, Nove de Julho, Dragão Imperial, Império Jovem e Unidos do Lavapés.
A história do esporte de Bragança Paulista é representada principalmente pelo futebol, onde em 1928 foi fundado o Clube Atlético Bragantino, que no seu auge foi campeão paulista de 1990 e vice-campeão brasileiro de 1991, em 2020 após parceria com Red Bull, passa a se chamar Red Bull Bragantino. Atualmente, o clube manda suas partidas no Estádio Nabi Abi Chedid.
Devido a ter um clube de futebol competitivo a nível nacional e após a parceria, a cidade vai ganhar uma arena de futebol moderna, com a reforma do Complexo Marcelo Stéfani. A cidade também possui um campeonato amador competitivo, onde se destacam times como Ferroviários (FAC), Legionário (LEC), Santa Luzia, São Lourenço.
Em 2007, na época a empresa responsável pela distribuição de energia elétrica da cidade (Rede), criou O Rede Atletismo, uma iniciativa de longo prazo que visava promover uma revolução no atletismo brasileiro, dando condições para que o jovem faça dele seu projeto de vida e se torne um campeão. Suas ações se deram por meio de três programas: O Rede Atletismo Performance, Rede Atletismo Futuro e o Rede Novos Talentos. Em 2008 foi construído um centro de treinamento de atletismo de 20 mil m², na época um dos únicos do estado que possuía uma pista certificada pela IAAF - Classe 2, atraindo assim atletas de ponta como Maurren Maggi. Após escândalo de doping na equipe da Rede as atividades foram encerradas. Desde 2019 a sede administrativa da CBAt funciona no local, além do Centro Nacional Loterias Caixa de Desenvolvimento do Atletismo (CNDA), grande orgulho da modalidade.
A cidade faz parte da região de Atibaia (Atibaia, Bragança Paulista, Bom Jesus dos Perdões, Joanópolis, Nazaré Paulista, Piracaia, Vargem), que junto com mais outras 7 regiões (Campinas, Amparo, Limeira, Mogi Guaçu, Rio Claro, São João da Boa Vista e São José do Rio Pardo) formam a 4ª Região Esportiva de São Paulo, juntas possuem 55 municípios. Em 2024, Bragança Paulista conquistou o título de campeã dos Jogos Regionais da IV Região Esportiva do Estado de São Paulo. A cidade manifestou interesse em sediar novamente os Jogos Regionais em 2025.